sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Bilhete de Identidade

O que significa o algarismo que se encontra à direita do número do seu Bilhete de Identidade?

Com certeza já se questionou sobre a razão de ser o dígito que se segue ao número do BI.
É provável que já tenha ouvido várias especulações sobre a informação codificada daquele dígito, especialmente aquela que afirma que o dito número é a quantidade de cidadãos com um número igual.
A verdade é que o dígito é apenas um dígito de controlo, servindo, entre outras coisas, para verificar se um número do B.I. foi bem escrito e não tem informação adicional sobre nada que diga respeito para além do nosso próprio número do B.I.
O número em causa, designado por dígito de controlo, visa detectar se não existem erros na identificação de cada cidadão.
Seguidamente, daremos o exemplo com o B.I de uma colega nossa:

1 0 1 4 0 6 5

Supondo que não conhecemos o número de controlo, multiplicamos o dígito das unidades por 2, o das dezenas por 3, e o das centenas por 4 e por fim somamos tudo…

(5*2)+(6*3)+(0*4)+(4*5)+(1*6)+(0*7)+(1*8) = 62
… o resultado tem que ser divisível por 11.
Dividimos o resultado obtido por 11 (62:11 = 5.63) e arredondando por excesso, fica (6). Depois multiplicamos o arredondamento por 11 (11x6) = 66.
Finalmente subtraímos a soma calculada a este valor (66 – 62 = 4) e está encontrado o dígito de controlo.

Visita a Seia - Museu do Pão & Museu do Brinquedo

video


No dia 19 de Novembro de 2009, o grupo "Os Catitas" do Saber Viver (Curso EFA B3 de Geriatria), em conjunto com o grupo do Experiências Vividas (Curso EFA NS de Técnicas de Acção Educativa), foi visitar o Museu do Pão e o Museu do Brinquedo, situados na Cidade de Seia.

Saímos de Carregal do Sal pelas 09 horas e 30 minutos, e chegámos a Seia pelas 10:10horas. Como a Visita ao Museu do Pão, que seria a primeira a efectuar, só estava marcada para as 11:15 horas, aproveitámos para visitar o comércio típico da região. Comprámos as primeiras recordações e seguimos em direcção ao Museu do Pão por uma rua íngreme, num passeio pedestre que se revelou muito saudável, quer do ponto de vista físico como também pelo convívio.

Chegados ao Museu do Pão, visitámos a Mercearia Típica. Fizemos provas de vários tipos de pão, e apreciámos em particular o pão com chocolate. Comprámos a broa e o pãozinho para lanchar depois em casa e seguimos a visita pelos espaços exteriores do museu.

Chegada a hora da visita guiada, entrámos no Mundo fantástico do ciclo do pão, um espaço diferente, dedicado aos mais pequenos, onde pudemos observar através de um espectáculo de luz, cor, som e animação, a reconstituição do ciclo do pão, tal como ele se processava nos tempos dos nossos avós. Tivemos ainda a oportunidade de meter a mão na massa e construir uma recordação em massa de pão, que decorámos e onde escrevemos o nosso nome ou dos nossos pequenos rebentos.
Em seguida, passámos para a Sala do ciclo do pão, uma sala mais destinada aos adultos, onde estavam expostos objectos tradicionalmente utilizados nas várias etapas deste ciclo, desde os trabalhos da terra, a eira, o moinho, a farinha, o forno (com a representação de uma padaria tradicional caseira), à distribuição do pão, a pé em cestas de verga e de bicicleta em canastras.

Passámos depois para a Sala do pão político, social e religioso. Este espaço continha documentos expostos ligados ao pão e às questões agrária, que reconstituem os derradeiros 350 anos de História Portuguesa, numa perspectiva sempre ligada ao pão. Também estavam expostos objectos que retratavam o simbolismo religioso do Pão, das duas religiões que o têm como objecto de culto: o Judaísmo e o Cristianismo.

Saídos desta sala, passámos pelo Bar e Biblioteca, onde pudemos observar um grande lustre no tecto da sala revestido e decorado com massa de pão, e seguimos a visitar a Sala da arte do pão, onde se exibem vários objectos artísticos, cujos motivos são inspirados no pão. Também o pão é aqui exaltado como objecto artístico, podendo observar-se os vários tipos de pão, do norte ao sul do país, em pequenas vitrinas. Nesta sala pudemos ainda observar uma exposição fotográfica temporária relativa à Broa de Avintes, que nos abriu o apetite para o almoço.

Com o Museu do Pão como pano de fundo, seguimos em direcção ao centro da cidade de Seia, para procurar um lugar acolhedor para almoçar e descansar um pouco. Visitámos mais um pouco do comércio tradicional e à hora marcada estávamos prontos para mais uma aventura, desta vez pelo mundo da fantasia, no Museu do Brinquedo.

Este museu é dedicado a todos os adultos que já foram crianças e a todas as crianças que, um dia, hão-de ser adultos. Iniciámos a visita pela sala Conhecer o mundo a brincar, onde cada vitrina representava um continente e continha brinquedos típicos dos respectivos países.

Seguimos para a sala Memórias de Infância onde se encontravam brinquedos oferecidos por pessoas de várias idades, de todo o pais. Havia ursos dos anos 40, fogões a lenha com 60 anos e mobílias em madeira e ferro, entre um enorme número de bonecas dos mais variados tipos os e materiais, com os mais variados tamanhos e idades.

Passámos à sala Brincar... é sonhar, uma sala de exposições temporárias onde são retratados contos infantis, criando um espaço para as crianças interagirem na história. Na nossa visita deparámo-nos com a história do Capuchinho Vermelho.

Entrámos na sala Portugal. Décadas de brincadeira, onde logo nos deparámos com uma réplica da Carreira de 1947 que fazia a ligação Oliveira do Hospital a Carregal do Sal. Pudemos observar uma colecção de brinquedos antigos, exemplos da nossa identidade cultural.

Por fim, visitámos a sala de Exposições Temporárias, onde estava retratada uma escola do Estado Novo. De entre muitos dos objectos expostos, encontrámos um em particular que nos chamou à atenção. Trata-se de um livro de leitura da 3ª Classe datado de 1958, que uma das nossas colegas formandas reconheceu como sendo igual ao da sua mãe.

No final da visita ainda demos um pulinho à Oficina e passámos no Posto de Vendas para levar uma recordação. Partimos, então em direcção a Carregal do Sal, depois de um dia em cheio!