sexta-feira, 19 de março de 2010

Actividade Integradora - " Direitos dos Idosos " - Inquérito à População

ACTIVIDADE INTEGRADORA - INQUÉRITO À POPULAÇÃO

Conclusões do Inquérito efectuado à população de Carregal do Sal, sobre os Direitos dos Idosos.

O Curso EFA B3 de Geriatria, promovido pelo Centro Social Professora Elisa Barros Silva de Cabanas de Viriato efectuou um inquérito à população de Carregal do Sal de forma a perceber qual a percepção que esta tem relativamente aos direitos dos idosos, em concreto no que se relaciona com a saúde física e psicológica, questões sociais e familiares. Os resultados encontrados seguem-se.

Relativamente às características da população, foram inquiridos um total de 77 sujeitos, 48% do sexo masculino e 52% do sexo feminino. Destes, 5% tinham idade inferior a 20 anos, 44% com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos, 38% com 40 a 60 anos de idade e 13% com mais de 60 anos. Relativamente às Habilitações Académicas, 47% dos inquiridos têm o ensino básico completo, 41% concluíram o ensino secundário e 12% frequentaram o ensino superior.






No que se refere aos resultados encontrados para a questão “Julga que a sociedade actual valoriza os mais velhos?”, uma maioria de 75% considera que os idosos não são suficientemente valorizados na sociedade actual, sendo que apenas uma minoria de 25% das pessoas considera que sim.

Para a questão “Concorda com a expressão «os velhos são crianças em ponto grande»?”, ainda se encontra uma percentagem relativamente significativa de 30% de inquiridos que não concorda, contudo, uns surpreendentes 69% dos inquiridos concorda ainda erradamente com esta expressão, mostrando, desta forma, a presença de preconceitos e falsos mitos associados a esta população.










Relativamente às questões de saúde, para a questão “Todos os idosos têm igual acesso aos cuidados de saúde?”, apenas uma minoria de 19% considera que sim, sendo que 77% dos sujeitos inquiridos revela uma percepção mais negativa desta realidade, considerando que existem diferenças no acesso aos cuidados de saúde por parte da população idosa.

Também para a questão “Acha que as famílias têm cada vez menos tempo para cuidar dos seus familiares idosos?”, uma surpreendente maioria de 94% das pessoas inquiridas respondeu afirmativamente, alargando, assim, esta visão negativa da velhice também para o domínio da vivência familiar.






Para a questão “Há pessoas que se vêm obrigadas a deixar os seus empregos para ficarem a cuidar dos idosos. Julga que esse tipo de acção deveria ser valorizada como um trabalho e remunerada como tal?”, a grande maioria dos inquiridos, num total de 90%, considera que sim, sendo que apenas 7% dos indivíduos manifestou uma opinião contrária.

Relativamente à pergunta “será que as famílias e a sociedade estão preparados para lidar com os idosos e os seus problemas de saúde na terceira idade?”, 10% das pessoas considera que sim, sendo que a maioria (90%) considera que não, revelando, assim, o descrédito que a população inquirida tem na sociedade em geral para lidar com os problemas de saúde dos mais velhos.





Já para as questões relativas à sexualidade, ao responderem à questão “ Qual a sua opinião relativamente ao amor e à sexualidade na 3ª Idade?”, uma admirável maioria de 80% dos sujeitos considera que este é um comportamento normal em todas as idades, sendo que apenas 18% dos inquiridos considera este como um comportamento característico de idades menos avançadas ou associado a perversão moral nos mais velhos.

Ao analisar as respostas à questão: “Tem conhecimento que o envelhecimento, ao tornar-se um problema social, passou a mobilizar mais atenções, nomeadamente com a criação de mais Lares, com a formação de Cursos de especialização de pessoas que cuida dos idosos, etc.…?”, pode concluir-se que a maioria das pessoas inquiridas, perfazendo um total de 87%, revela ter adquirido consciência social para este assunto.

Também para a questão “Concorda com a existência de Instituições que prestem acolhimento e cuidados aos idosos (exemplo: Lares, Centros de Dia…)?”, a grande maioria, de 96% das pessoas que responderam ao inquérito, concede um papel importante aos serviços prestados por este tipo de Instituições.




Contudo, ao verificar os resultados obtidos para a questão “Na sua opinião, as Instituições estão devidamente preparadas para acolher os idosos com problemas de saúde?”, pode observar-se que 67% dos indivíduos não mostra confiança no trabalho prestado por estas, sendo que a grande maioria de 97% das pessoas inquiridas, ao responderem à questão “Considera importante uma maior aposta em pessoal especializado nas instituições de acolhimento aos idosos?”, considera que este é um factor importante para a melhoria dos serviços prestados pelas Instituições de apoio aos Idosos.

Passando para um plano macrossocial, esta tendência para considerar insuficientes as respostas de saúde oferecidas à população idosa tende a manter-se, sendo que para a questão “Acha que o governo oferece o nível de apoio necessário aos idosos, no que diz respeito aos cuidados de saúde?”, uma maioria de 81% dos inquiridos respondeu Não.

Para finalizar, os resultados obtidos para a questão: “Tendo em consideração as dificuldades financeiras que grande parte da população tem (população activa e reformados), é a favor de uma maior intervenção por parte do estado em Instituições de apoio à 3ª Idade?”, revelam que 84% das pessoas inquiridas se mostra de acordo com este tipo de incentivos, de forma a melhorar as respostas de apoio às necessidades da população idosa do nosso país.





Actividade Integradora : Sessões de Educação para a Saúde" - O início


No âmbito de uma das varias sessões de preparação da Actividade Integradora " Sessões de Educação para a Saúde" foi desenvolvida uma actividade em grupo. Tratou-se de um jogo didáctico, em que cada grupo representou, em forma de teatro, a refeição de uma ou várias famílias portuguesas, e os outros grupos tinham de adivinhar o problema alimentar presente na família representada.
Foi um momento muito instrutivo e muito divertido, pois todos os grupos foram bastante criativos, empenhados, criaram a sua própria peça de teatro, que para além de serem divertidas conseguiram passaram correctamente as mensagens pretendidas.
O grupo constituído pela Ana Lúcia Pereira, Susana Oliveira, Cristina Duarte e Allen Cortez, representaram a família Almeida, cujo problema de saúde identificado pelos restantes colegas foi “uma familia com muito “apetite”. Então, eles criaram uma peça de teatro onde representaram que esta família não “come para viver”, mas “vive para comer”. De uma forma geral, a historia era a seguinte: os Almeida não têm propriamente horários de refeições, pois para além do pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, “depenicam” o dia inteiro; petisco aqui, petisco acolá, tudo bem condimentado. Após uma refeição, sentam-se no sofá, a ver televisão e a dormitar, à espera da refeição seguinte. Já estão a imaginar o que é que a balança dos Almeida tem sofrido…Até lhe doem as costas de suportar tanto peso!
A actividade integradora promete!!!




O grupo constituído pela Elisabete Oliveira, Paula Oliveira, Ana Sofia Ribeiro, Zélia Morais, Susana Campos, representaram a família Fonseca, cujo problema de saúde identificado pelos restantes colegas foi “uma familia com a mania das dietas”. Então, eles criaram uma peça de teatro onde representaram que esta família está constantemente a falar de comida, mas não é porque comem muito, mas sim, porque têm medo de comer! De uma forma geral, a historia dramatizada consistiu em demonstrar que esta família, não tinha prazer nenhum em comer (ou, se têm, disfarçam muito bem). Tudo o que comem é cuidadosamente medido e pesado, com medo das calorias que possa conter. Primeiro, eram as mulheres da família que só pensavam em produtos e saladas, mas a moda agora já passou para os homens lá de casa. Para além disso, os Fonseca passam a vida a fazer e a desfazer as ditas dietas. Numa semana: só comem legumes; na semana seguinte: só comem cereais integrais! É claro que, neste jogo de ioiô, o corpo sente-se mal…








O grupo constituído pela Graça Almeida, Liliana Neves, Patrícia Cunha e Laura Tomás, representaram a família Silva, cujo problema de saúde identificado pelos restantes colegas foi “uma família que se esquece de comer frutas e legumes”. Então, eles criaram uma peça de teatro onde representaram que esta família está sempre com pressa. Para eles, comer não é uma prioridade, é uma obrigação! Para resolverem o problema, encontraram uma solução rápida e aparentemente
eficaz: as comidas de pacote. Produtos frescos é coisa que vêem muito raramente (quando o rei faz anos ou quando vão a casa da avó, porque lá há sempre sopa). O resultado de tanta pressa e descuido nas refeições reflecte-se no facto desta família estar muitas vezes doente, claro, e não são propriamente um poço de boa
disposição.

terça-feira, 16 de março de 2010

AUTO-EFICÁCIA E CAPACIDADES DO IDOSO

Apesar do processo de envelhecimento não estar, necessariamente, relacionado a doenças e incapacidades, as doenças crónico-degenerativas são frequentemente encontradas entre os idosos e o aumento do número de doenças crónicas está directamente relacionado com maior incapacidade funcional.

Para além disto, o comprometimento da capacidade funcional do idoso tem implicações importantes para a família, a comunidade, para o sistema de saúde e para a vida do próprio idoso. A incapacidade ocasiona maior vulnerabilidade e dependência na velhice, contribuindo para a diminuição do bem-estar e da qualidade de vida dos idosos.

As actividades da vida diária (AVDs) afectadas consistem nas tarefas de auto-cuidado, como tomar banho, vestir-se e alimentar-se. Em geral, quanto maior o número de dificuldades que um idoso tem com as AVDs mais severa é a sua incapacidade.

Uma outra capacidade que é afectada é a mobilidade que pode traduzir em tarefas simples como transferir-se da cama para a cadeira e progredindo para as tarefas mais complexas como caminhar curtas e longas distancias, subir e descer escadas, actividades que exigem amplitude de movimento, resistência e força muscular.

Factores sócio-demográficos como idade, sexo, arranjo familiar e educação têm influência sobre a capacidade funcional do idoso. Num idoso que apresente várias afecções crónicas a incapacidade de realização de muitas ou de todas as actividades pode dever-se ao efeito de uma única condição de incapacidade ou ao efeito independente de várias condições, cada uma delas afectando somente determinadas actividades.

As doenças crónicas apresentam uma forte influência na capacidade funcional do idoso. A presença de hipertensão arterial, doença cardíaca e doença pulmonar aumentam a dependência do idoso para a realização das AVDs. Contudo, cancro ou diabetes não ocasionam um impacto estatisticamente significativo na dependência funcional do idoso. No caso da diabetes, são as complicações vasculares e neuropáticas consequentes que afectam a capacidade funcional no idoso. Ao mesmo tempo, a artrite e a doença cardíaca são as condições crónicas que apresentam maiores efeitos incapacitantes em comparação com as outras doenças crónicas.

A manutenção da capacidade funcional pode ter implicações para a qualidade de vida dos idosos, por estar relacionada com a capacidade do indivíduo se manter na comunidade, desfrutando da sua independência até idades mais avançadas. A prevenção e o controle das doenças crónicas podem melhorar as actividades e, consequentemente, promover o bem-estar desta população.

Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização do idoso.

Realizado por:

Graça Almeida

Liliana Neves

Cuidar de um idoso portador de doença crónica

Cuidar de indivíduos idosos portadores de doenças crónicas pode gerar situações de stress que, se não forem elaboradas adequadamente, poderão trazer transtornos tanto para o cuidador, como para o indivíduo doente e seus familiares.

De acordo com o grau de autonomia que os indivíduos idosos possuem, necessitam mais ou menos da actuação do cuidador, e a forma como se constrói essa relação de dependência parcial ou total poderá gerar situações de stress.

As famílias que têm um dos seus membros com problemas crónicos de saúde sentem, juntamente com ele, toda a problemática que envolve a questão. Ambos têm desafios ligados ao desempenho de novos papéis, como trabalhar com as perdas de actividades sociais, financeiras e de suas capacidades físicas.

Os familiares tentam encontrar soluções para o cuidado dos seus idosos, procurando assim evitar uma provável institucionalização. Porém, ao assumir tal compromisso, esta atitude nem sempre é a mais desejada pelos membros da família, mas muitas vezes é a única alternativa possível para atender as necessidades do indivíduo doente. As maiores dificuldades que são sentidas pelos cuidadores dizem respeito as perturbações que afectam a vida em família na área financeira, no exercício de papéis, nas relações familiares da supervisão do idoso e nas relações com amigos e vizinhança.

Existem ainda sentimentos de sobrecarga, desamparo, perda de controlo, falta de domínio vergonha, exclusão, incómodo.

Na maioria das vezes, o cuidador familiar desempenha seu papel sozinho, sem ajuda de outros familiares ou de profissionais. Neste caso ele configura-se como cuidador principal e representa o elo entre o idoso, a família e a equipa de saúde.

Para as pessoas idosas a família é o refúgio no qual elas encontram protecção, solidariedade e afectividade. Porem, quando as doenças ocorrem há uma quebra no equilíbrio familiar.

Indivíduos que convivem com pessoas que necessitam de constantes cuidados de saúde podem demonstrar os mais diversos sentimentos que permeiam este processo, desde cansaço, stress, exaustão, mas também, bem-estar, afeição e ternura.

Mas a maioria dos cuidadores relata ter sentimentos de impotência e incompetência para desempenhar algumas tarefas específicas que envolvem o cuidado de indivíduos deficientes físicos. Eles vêm o familiar como um estranho no seu ambiente que cada dia revela novas necessidades.

Diversos estudos discutem sobre o papel do cuidador, sendo avaliado por familiares que desempenham esta actividade como gerador de stress e ónus. As maiores dificuldades mencionadas por cuidadores de idosos são:

1. Cuidados directos e contínuos e necessidade de vigilância.

2. Falta de preparo e conhecimento para executar o cuidado.

3. Problemas de saúde associados ao excesso de trabalho e à idade avançada.

4. Conflitos familiares pela falta de divisão do trabalho e de reconhecimento por parte de outros membros da família.

5. Dificuldades de adaptação á nova situação, incluindo aspectos financeiros, redução de actividades profissionais, sociais e de lazer.

Conclusão

Cuidar de um indivíduo idoso, dependente, portador de uma doença crónica, pode representar uma ameaça constante, já que esta situação é geradora de stress.

Há muito que se desenvolver na área da saúde para se melhorar a assistência que pode ser oferecida a uma família que está enfrentando a situação de cuidar de um indivíduo idoso, portador de uma doença crónica.

Trabalho elaborado por:

Laura Tomas

Patrícia Cunha

Os órgãos públicos deveriam ter um interesse maior frentes ao crescimento da população idosa, no que se refere às politicas sociais, levando em consideração as características demográficas, económicas, sociais e de saúde do pais.

O idoso,a doença crónica e a medicação

Com o envelhecimento aumentam o número de doenças crónicas e com elas a consequente necessidade de utilizar medicamentos para o seu controlo. Embora nem todos os idosos necessitem de medicamentos, a existência de múltiplas doenças crónicas na mesma pessoa pode implicar a prescrição de fármacos de diferentes grupos terapêuticos, aumentando assim os riscos. O envelhecimento conduz a progressivas alterações da farmacocinética (factores que afectam a concentração e distribuição dos fármacos) e farmacodinâmica (efeito dos fármacos nos órgãos e tecidos).
A redução do fluxo sanguíneo hepático (fígado) as interacções medicamentosas, o tabagismo e algumas doenças mais prevalentes no idoso (insuficiência cardíaca, patologia tiróidal, cancro), contribuem para as alterações do metabolismo dos fármacos. A diminuição da função renal contribui para a sua acumulação (rins). Para além dos efeitos anteriormente descritos, diversos outros factores influenciam a eficácia e segurança da terapêutica do idoso, nomeadamente alterações da função cognitiva, factores financeiros e a existência de problemas de saúde concomitantes.
A terapêutica é outro dos problemas potenciais no idoso, se for incapaz de tomar os medicamentos correctamente, se os efeitos secundários forem intensos ou desagradáveis ou se os custos dos medicamentos forem considerados como lesivos do orçamento familiar. Das características do idoso que mais se associam com problemas com a medicação estão:
1. A apresentação atípica das doenças;
2. Ter mais do que seis problemas de saúde crónicos activos;
3. A poli medicação;
4. A susceptibilidade aumentada a reacções adversas a medicamentos.
Um dos factores que influência possivelmente o internamento hospitalar do doente idoso é á poli medicação, que constituiu um factor preditivo positivo em relação a tempo de internamento, reinternamento e mortalidade.

FACTORES ASSOCIADOS A PROBLEMAS COM MEDICAÇÃO
· Prescrição de medicamento errado ou desnecessário.
· Nova medicação ou medicação adicional desnecessária.
· Medicamento errado (contra-indicações, desadequado á situação para que é prescrito).
· Dosagem demasiado baixa ou elevada.
· Reacção adversa.
· Não adesão (incapacidade de tomar os medicamentos correctamente, custo, erro de prescrição).

CARACTERISTICAS DO IDOSO ASSOCIADAS A PROBLEMAS COM MEDICAÇÃO
· 85 Ou mais anos;
· Mais do que seis problemas de saúde crónicos activos;
· Diminuição da função renal
· Baixa peso ou baixo IMC;
· Nove ou mais medicamentos;
· Mais do que doze tomas de medicamentos por dia;
· Reacções adversas prévias.

FACTORES QUE INTERFEREM COM UMA TERAPEUTICA SEGURA E BEM SUCEDIDA
· Dificuldade em reconhecer a necessidade de tratamento (cultural, económica, física, psicológica);
· Apresentação atípica das doenças;
· Múltiplas doenças;
· Demência;
· Adesão deficiência (cultural, económica, física, psicológica);
· Poli farmácia;
· Susceptibilidade aumenta a reacções adversas a medicamentos;
· Alterações farmacocinéticas relacionadas com a idade (absorção, distribuição, metabolismo e excreção).

CONCLUSÃO

O idoso deverá ser informado sobre como tomar cada um dos medicamentos prescritos, o que fazer em caso de esquecimento de uma ou mais doses, onde guardar os medicamentos (temperatura ambiente/ frigorífico, luminosidade ambiente/ ás escuras), o possível benefício da utilização de caixas semanais de dispensa dos medicamentos.
No idoso com alterações cognitivas, de visão, de audição ou analfabeto, deverá procurar-se o apoio de terceiros (família próxima, apoio domiciliário, vizinhos) para a administração da terapêutica, bem como fornecer informação escrita sobre a administração de cada um dos medicamentos.

25-03-2010
Patologias e efeitos psicossociais da hospitalização do idoso
ANA SOFIA DA SILVA RIBEIRO
ZÉLIA MORAIS

Mudança de hábitos comportamentais no idoso frente a doenças crónicas

A geriatria aborda as doenças relacionadas à terceira idade e procura a prevenção destas.

As doenças mais comuns na terceira idade são: diabetes, hipertensão arterial, infecção urinária, doenças músculo-esqueléticas, entre outras.

O termo doença crónica é usada para designar patologias, que persistem e necessitam de cuidados permanentes. Estas doenças causam impacto a nível social e económico.

A pessoa necessita criar hábitos de vida, fazer tratamentos medicamentosos e aprender a lidar com a incapacidade caso não seja possível a recuperação total.

A maioria das doenças crónicas são associadas ou causadas por uma combinação de factores sociais, culturais, ambientais e comportamentais, que causam sobrecarga substancial para a saúde, provocam impacto económico e deterioram a qualidade de vida das pessoas, famílias e comunidades.

Os idosos constituem a população mais afectada pelas doenças crónicas, mas não transmissíveis.

A inactividade física é um dos factores de risco mais importantes para as doenças crónicas associadas a dieta inadequada e ao tabaco, que é bastante comum nos idosos.

Os principais benefícios biológicos, psicológicos e sociais proporcionados pelo desempenho da actividade física e prática social são o melhor funcionamento corporal, diminuindo as perdas funcionais, favorecendo preservação da independência, a ampliação do contacto social e diminuição da ansiedade, do stress, e melhora o estado do humor e a auto-estima. As práticas corporais mais comuns são: caminhar, natação, hidroginástica, dançar entre outros.

Em relação à alimentação da pessoa idosa, requerem-se cuidados alimentares específicos. O idoso deve fazer uma alimentação saudável, com pouco sal e incluir produtos energéticos como arroz, cereais e muitos legumes, não esquecendo de beber muita água que é fundamental para o idoso não desidratar e ter um bom funcionamento do organismo.

Muitas vezes os idosos não tem noção das doenças crónicas e dos efeitos da medicação que fazem, por isso devem ser alertados e acompanhados por cuidadores e médicos para melhorar a sua qualidade de vida.

Conclusão

Algumas actividades em grupos de prática corporal e actividades físicas tornam-se terapêuticas, como caminhadas e práticas lúdicas. As actividades culturais possibilitam o reencontro dos idosos nos seus papéis sociais, bem como a manutenção da sua identidade. O investimento na melhoria das condições de vida da população, controle das doenças, aumento da quantidade de indivíduos imunizados, nutrição e educação em saúde, atingem a um maior número de idosos, dessa maneira aumenta a expectativa de vida.

Patologia e efeitos psicossociais da hospitalização do idoso

Trabalho realizado por:

Paula Oliveira

Elisabete Oliveira

Susana Campos.

Auto-eficácia, doenças crónicas e incapacidade funcional na velhice

A doença crónica é dominante e a maior causa de incapacidade, especialmente entre os mais idosos. Quanto maiores as crenças de auto-eficácia, menor a incapacidade e o declínio em actividades básicas e instrumentais da vida diária, logo maior a capacidade para superar obstáculos.
O conceito de auto-eficácia é a crença que o idoso tem na sua capacidade para desempenhar e organizar tarefas do dia-a-dia para alcançar determinados resultados.
É comum nas pessoas com idade avançada um quadro de enfermidades complexas, o que implica maior utilização de serviços de saúde e maior número de problemas de longa duração.
As doenças crónicas acarretam dificuldades tanto para o idoso como para a família. Levam o idoso à depressão, isolamento e negativismo. Alguns avançam para incapacidades severas e outros não, dependendo dos factores extra-individuais, como o acesso a cuidados médicos, dos factores de risco, como nos estilos de vida, e dos factores intra-individuais, como os atributos psicológicos e sociais.
A incapacidade é influenciada por condições médicas, patologia ou deficiência e por factores psicológicos e sociais. Os factores psicológicos podem ajudar a identificar as pessoas com grande risco de perda das capacidades funcionais, isto porque idosos com menos recursos psicológicos estão particularmente em risco. Estes factores reflectem a percepção do indivíduo e a sua avaliação da situação, e são importantes na adaptação à incapacidade, funcionando como recursos que lhes permitem enfrentar situações difíceis.
Os factores psicossociais são importantes para determinar se o idoso viverá eficazmente ou com debilidade, dor ou dependência.
Considerando que a doença crónica não pode ser curada, ela precisa ser manejada ao longo do tempo. Isso requer, entre outras coisas, melhoria na dor, acentuação e manutenção do funcionamento com a incapacidade funcional crescente e o desenvolvimento de habilidades auto-regulatórias de compensação.
Grandes avanços acontecem no cuidado médico e cirúrgico, mas pouco é feito para permitir ao paciente manejar a sua doença ao longo do tempo. Os pacientes têm de enfrentar o desconforto e a incapacidade, seguir o tratamento regularmente, modificar comportamentos para minimizar os resultados indesejáveis, ajustar a vida social e o trabalho às suas limitações funcionais e ainda lidar com as consequências emocionais.
O estilo de vida, os factores sociodemográficos e factores psicológicos influenciam no risco de declínio funcional em idosos com doença crónica.
Quanto melhor se reconhecerem as capacidades do idoso e a patologia crónica que o afecta, melhor serão os resultados obtidos no tratamento.


Trabalho realizado por:
Susana Oliveira e Cristina Duarte
01-03-2010
Unidade de : Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização da pessoa idosa
Formadora: Marta Santos

Idosos Hospitalizados: dieta e tempo de internamento

A desnutrição é comum na população geriátrica e a assistência nutricional por meio de modelos adequados, deveria ser prática rotineira durante a hospitalização.

Tem sido crescente a atenção a estudos de utilização de serviços de saúde por idosos, uma vez que grande parte dos gastos vêm sendo realizados por esta população, por consumirem maior quantidade de serviços e de alto custo. Apesar disso, o conhecimento sobre o padrão de utilização de serviços de saúde por idosos ainda é limitado.

Existe desigualdade social na saúde e na utilização dos serviços médicos entre os idosos, sobretudo favorecendo aos idosos que pertencem a grupos sociais privilegiados.

Nos idosos, o processo da doença pode contribuir com a piora do estado nutricional e submeter o organismo a diversas alterações anatómicas e funcionais, com repercussões nas condições de saúde e nutrição do idoso. Estas repercussões devem-se às alterações fisiológicas e patológicas, mas também modificações dos aspectos económicos e de estilos de vida.

Os factores de risco, que predispõe à permanência prolongada do paciente no hospital estão associados com uma má evolução clínica e custos elevados. Embora o tempo de internamento possa ser afectado por políticas de alta hospitalar, por diferentes tipos de práticas e administração das camas, a permanência prolongada de pacientes hospitalizados pode afectar negativamente o estado de saúde, aumentado o risco de infecções, complicações e, possivelmente, a mortalidade.

A permanência prolongada de pacientes internados é mais frequente naqueles gravemente doentes na admissão e está associada a um índice mais alto de mortalidade hospitalar. A hospitalização é considerada de grande risco especialmente para as pessoas mais idosas.

As duas causas mais frequentes de internamento em idosos de ambos os sexos são a insuficiência cardíaca e coronárias e as doenças pulmonares, que se revezam como primeira e segunda causa. O acidente vascular cerebral (AVC) agudo, a crise hipertensiva, as enteroinfecções, a desnutrição, a desidratação, a anemia, o diagnóstico e o primeiro atendimento estão sempre presentes como causas intermediárias, tanto para homens quanto para mulheres.

Pacientes idosos hospitalizados apresentam, na sua maioria, estado nutricional inadequado, sendo a alimentação considerada um factor circunstancial à desnutrição hospitalar, pelas mudanças alimentares, troca de hábitos e horários alimentares.

Pacientes desnutridos permanecem hospitalizados por mais tempo, requerem mais prescrições de drogas e estão mais susceptíveis a desenvolverem infecções hospitalares. A desnutrição tem um mau prognóstico clínico e os custos resultantes do serviço de saúde são elevados.

Conclusão

A terapêutica nutricional durante o período de internamento possivelmente melhora o estado nutricional e também contribui para a melhoria da qualidade de vida e para a redução dos custos hospitalares.

Portanto, é necessário identificar os pacientes de risco nutricional, pois, diagnósticos e tratamentos precoces podem evitar, em muitos casos, longos períodos de internamento e de complicações.

A prestação de cuidados com a saúde do idoso, incluindo a monitorização e a vigilância, devem ser prática constante dos serviços, com vista a prevenir as doenças e promover e recuperar a saúde dos idosos.

Trabalho realizado por:

Allen Cortez

Ana Lúcia

Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização do idoso

segunda-feira, 15 de março de 2010


quinta-feira, 11 de março de 2010

Actividade Integradora: Peça de Teatro "Três Reis de Gente"

No âmbito do primeiro Tema de Vida intitulado "Dreito dos Idosos", o curso EFAde Agente em Geriatria elaborou uma peça de teatro referente à forma como os idosos são tratados nas seguintes culturas: Ocidental, Oriental e Africana.
O nosso grupo em colaboração com a Formadora de Cidadania, Dr.ª Ana Martins, escreveu o guião da Peça de Teatro.
Depois de escrito o guião , a Formadora de Animação, Dr.ª Sandra Rodriges, adaptou-o e demos assim início aos ensaios.
A Formadora Sandra Rodrigues ao longo dos ensaios foi distribuindo as personagens pelos Formandos, procurando que estes encarnassem as mesmas.
Ao fim de três meses de ensaios, partimos para a grande aventura que foi apresentar a nossa Peça deTeatro para os Idosos das IPSS do concelho de Carregal do Sal pelas 15H00 e para a comunidade local às 21H00.
Todo este acontecimento decorreu no passado dia 30 de janeiro, nas instalações da Sociedade Filarmónica de cabanas de Viriato.
Consideramos que estaapresentação foi un sucesso, por via da óptima receptividade que obtivemos por parte de toda a plateia, na qual se encontravam presentes o Sr. Presidente da Câmara municipal de carregal do sal, Sr. Atilio Nunes, a Vereadora da Câmara Municipal, Enfermeira Joana Abrantes e ainda o Dr. Luis Fidalgo, Presidente da Direcção do Centro Social Professora Elisa Barros Silva, os quais à semelhança do restante público presente nos dirigiram palavras de louvor e nos incentivaram a efectuar mais representações desta nossa peça, por via do excelente trabalho desenvolvido e da enorme importância do tema tratado.



video


MARATONA DE BALÔES


Jogo das latas

PLANIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS





terça-feira, 2 de março de 2010